Não se enrola não de Isabela Freitas

14 janeiro 2017



Quando eu ouvi o nome Isabela Freitas pela primeira vez eu estava na Bienal, vendo uma fila enorme de adolescentes esperando para entrar no stand da Intrínseca. Curiosa como sou (mal de jornalista gente...não aguenta uma fofoca) fui perguntar a uma menina quem ela estava esperando o autógrafo e ela prontamente me disse: Isabela Freitas

Quando eu entrei no stand estava lá. O livro da dita autora, entre os mais vendidos. Na época era o "Não se apega não".
Achei o título interessante, a diagramação bonitinha e levei o livro de presente para uma amiga que fazia aniversário, e que precisava aprender a não se apegar as pessoas. 
Mas não li o livro. Não me interessei pelo seu conteúdo. Apenas serviu ao propósito de dar um recado a minha amiga. (Que entendeu direitinho!) 


Eis que no final de 2016 a autora lançou "Não se enrola não" e como eu sou um pouco enrolada, desta vez eu decidi dar uma chance para descobrir o que conquistou tantas mulheres e adolescentes. 


Neste livro, a autora conta como foi sua mudança para São Paulo, onde ela passou a trabalhar em uma revista devido ao sucesso alcançado com seu blog. E vamos acompanhar a difícil adaptação dela ao novo emprego (e a nova chefe), bem como o seu relacionamento com o vizinho de porta/amigo/peguete nas horas vagas. Isso porque eles estão em um relacionamento aberto, e você já sabe no que isso vai dar, né? 


A autora utiliza muito o recurso de quebrar a quarta parede. Sabe aquela coisa de ficar conversando com o leitor? Então. É isso. 
Mesmo nunca tendo encontrado-a pessoalmente, ou visto uma entrevista dela, eu sentia que ela estava batendo papo e me contando um caso da vida dela numa sala de estar. 
Outra sensação que tive foi que se tratava de uma história criada para um quadro do Fantástico. Lembram quando o Fantástico adaptava A comédia da vida privada? Ou aquela Fala sério, mãe! (Acho que era esse o livro, se não for, me corrijam!). Pois bem... eu tinha certeza que não estava lendo um livro, mas sim o roteiro de um quadro do Fantástico como esses. 


Sinceramente? Eu não consegui me identificar com a história e tão pouco com as situações vividas pela autora, mas entendo por que algumas adolescentes ficam tão empolgadas cada vez que sai um livro novo dela. 
Pra mim, foi uma leitura desnecessária. 
A única coisa que eu realmente gostei foi do trabalho gráfico da editora, que realmente teve muito cuidado com a confecção deste livro. 
De resto, eu continuo enrolada. Não foi uma leitura que acrescentasse algo de útil a minha vida. Só serviu para que eu descobrisse quem era Isabela Freitas e como mais um livro lido no meu skoob. 


Editora: Intrínseca
ISBN-10: 8551000861
Ano: 2016
Páginas: 224
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14 comentários:

  1. Oi Nat, eu não conheço nada da autora e nem me interessei muito pelas sinopses desses livros. Não gosto de livros que se pareçam com biografias, com o autor conversando assim.. Então mesmo sem ler, acredito que pra mim também seria uma leitura desnecessária.

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  2. Eu também nunca li nenhum livro da autora.
    Já tinha visto em alguns lugares o primeiro livro citado por você.
    Mas nem sabia ao certo sobre do que se tratava.

    Assim que comecei a ler sua resenha , e que nos contou que presenteou sua amiga com o livro,para ela não se apegar tanto as pessoas,pensei: Esse livro serve para mim. Só levo na cara!!!!!
    E quanto ao livro Não se enrola não, também seria uma boa pedida.
    Sou bem enrolada!

    Mas acho que a leitura segue outro caminho. :/

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  3. Nat!
    Ela faz mesmo muito sucesso entre os adolescentes.
    Tenho um dos livros dela aqui, mas nem lembro qual é deles.
    Espero ler esse ano, porque quero conhecer um pouco sobre a escrita da autora e porque ela faz tanto sucesso.
    Bom final de semana!
    “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” (Cora Coralina)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de JANEIRO dos nacionais, livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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  4. eu nunca tive coragem de ler esses livros, tenho algumas amigas que são fãs
    mas folheando os livros eu não gostei do tipo de escrita dela dos pequenos pedaços que eu li e pela sinopses eu acho que vou ter a mesma sensação do "leitura desnecessária" isso seu eu conseguir terminar

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  5. Nat, esse livro é mais voltado para o público juvenil. Eu tenho os dois primeiros livros da autora e gostei bastante, o primeiro ganhei aos 14 anos, então foi bem divertido para mim ler. A história parece que realmente é dela, uma autobiografia, mas não é. São histórias retiradas da mente dela, apenas os personagens que são pertencentes ao seu cotidiano, outro fato é sobre o Fantástico, ele a história não foi criada para o quadro do programa, rs, porém, ela já foi adaptada para passar nele, que são episódios de dez minutos sobre cada experiência do livro.
    Portanto, para aqueles que a mente já é madura suficiente, esse livro não dará nenhum acréscimo, mas para aqueles que amam ter uma conversar entre escrito e leitor, e ainda vive na adolescência, é uma ótima leitura.

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    1. Tenho certeza disso. Como disse, pra mim era uma leitura desnecessária, mas entendo o por quê do sucesso dela entre o público mais jovem.

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  6. Oi Nat! Eu não fazia idéia de quem era Isabela Freitas, mas já vi esse livro e o Não Se Apega Não em livrarias. Não sei bem do que se trata, mas fiquei com vontade de ler o primeiro livro dela (acho, que pq sofro do mesmo mal da sua amiga, hahaha!). Embora, esse que você resenhou me pareceu que seria uma leitura que à mim também não acrescentaria nada! Talvez a escrita dela seja voltada mais para as meninas adolescentes. Bjs!

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  7. "Sinceramente? Eu não consegui me identificar com a história e tão pouco com as situações vividas pela autora"
    Essa frase meio que indica muito do que sinto quando vejo esses livros dela, não dei um pouco do crédito e assim como você acabei dando de presente para uma amiga, mas a minha amiga leu e disse que detestou. kkkkkkkkkkkkkk, esperava qualquer outra coisa que não aquele tipo de leitura. Daí que li e também achei meio chatinho, mas entendo a vibe adolescente dele. Bom fica pra próxima né?

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  8. É uma pena quando a gente não consegue se identificar com a história. Não conhecia a autora ainda mas é animador saber que tem um livro que a gente pode conhecer mais um pouquinho sobre a vida dela. A edição está linda!

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  9. Adoro quando os autores escrevem como se estivessem batendo papo com a gente, o livro acaba se tornando menos monótono e mais envolvente. O que mais me chamou atenção pra o livro foi com certeza o título, porque assim igual a você eu sou bem enrolada kk
    Que triste que não curtiu muito a história. Espero se um dia for ler que eu consiga me identificar.

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  10. Oi.
    Parece um livro bem interessante, mas não é um estilo de leitura que eu goste, então, dessa vez, deixo passar a dica. Mas para quem gosta e já curte o trabalho da autora, deve ser uma boa leitura.
    Obrigada. Beijos.

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  11. Desculpe, eu ri com o final da sua resenha. Eu não tive vontade de ler esses livros pq todos os blogueiros não adolescentes estão dizendo a mesma coisa q ti: só vale o trabalho gráfico. Uma amiga minha leu e classificou como um pior do ano, por ex!!

    Enfim, obrigada pela resenha sincera!

    bjbj

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    1. Eu não digo que foi o pior do ano, pois eu li muita coisa ruim em 2016. Hahahahaa
      Infelizmente....

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  12. Eu só li o primeiro livro dela e gostei bastante mas senti que é algo beeem juvenil mesmo, acredito que hoje em dia eu não leria os outros dois, não.
    Também notei isso da autora "conversar" com a gente mas tem coisas desnecessárias, sim. No fim é algo mais para passar o tempo do que algo útil de verdade. Acredito que ela aproveitou a onda de sucesso e acabou criando livros que não estavam no "script". Mas o primeiro até é legalzinho.

    Beijos,
    Kemmy - Duas Leitoras

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