Proibido de Tabitha Suzuma

21 abril 2017


Eu posso afirmar que esse é um dos melhores livros que li na vida. 
A autora soube explorar um tema extremamente delicado de forma muito sutil e com uma sensibilidade que há muito tempo eu não via em um livro. Fiquei encantada com a forma que ela envolve o leitor nos problemas e no drama dos personagens, fazendo com que você compartilhe a angústia, a raiva e desespero que vão tomando conta de Lochan e Maya à medida que eles se dão conta de que não conseguem ficar separados um do outro, mas que isso é contra a lei. 




Através de uma personagem feminina muito forte, Tabitha consegue trazer o debate do incesto do ponto de vista de quem não acha que haja grandes problemas com esse tipo de relacionamento. Para balancear, temos a atormentado Lochan, que não consegue aceitar o fato de que ele é perdidamente apaixonado pela irmã e que não conseguiria viver sem ela. 

A mãe deles (chega a ser piada chamar essa mulher de mãe...) é uma alcoólatra que nunca deveria ter sido mãe de ninguém. Ela só pensa em sair todas as noites com o namorado, usando vestidos que já não cabem mais nela há muito tempo e não se importa nem um pouco com os filhos. Na verdade, na cabeça dela, eles são a razão do fracasso que é a vida dela, pois se ela não tivesse engravidado, não teria casado com o pai deles (que os abandonou para viver com outra família e simplesmente ignora a existência dos filhos) e ela ainda seria uma mulher linda, solteira e teria tido um rumo muito diferente na vida. 

Com isso, Lochan e Maya é que colocam ordem na casa, levando e buscando as crianças na escola... fazendo as compras no mercado, a comida, brincando com elas, dando banho, arrumando a casa, fazendo a lição de casa com elas e ainda tem que dar conta dos próprios estudos e arrumar um jeito de arrancar dinheiro da mãe quando por um milagre da natureza ela aparece em casa. Do contrário eles não conseguiriam nem pagar as contas e todos iriam parar no olho da rua. Mas vocês pensam que a mãe se importa? Ela passa a semana inteira na casa do namorado rico que não quer saber dos filhos dela e com isso, ela vai se distanciando cada vez mais das crianças. 
A maior preocupação de Lochan e Maya é que o serviço social descubra o abandono da mãe deles e levem as crianças embora, separando a família. Por isso, eles se viram para dar conta de tudo que citei acima e ainda encobrir a mãe. 

Com uma rotina tão puxada, eles não têm tempo para saírem com amigos e conhecer outras pessoas. Eles vivem em função dessa rotina, e em função um do outro como se eles fossem um só. E com isso, um sentimento mais forte que o amor fraterno começa a aflorar neles...

" Ter um relacionamento físico com o próprio irmão? Ninguém faz isso, é nojento, seria o mesmo que namorar Kit. (...) Por que então é tão diferente com Lochan? Mas a resposta é simples: Porque Lochan nunca se pareceu com um irmão." - pag 137

A verdade é que Lochan e Maya nunca se viram como irmãos. Devido a mãe que praticamente os abandonou no mundo logo depois que nasceram, eles tiveram que aprender a se virarem sozinhos, tendo apenas um ao outro para se apoiarem e cuidarem dos três irmãos mais novos. A relação deles sempre foi de igual pra igual, e como "chefes da casa", eles acabaram criando uma relação de pai e mãe com os próprios irmãos. Mas entre eles era como se fossem melhores amigos. 
E vamos falar a verdade... quem aqui já não se apaixonou pelo melhor amigo? Com eles é a mesma coisa, só que por acaso eles acabaram vindo da mesma mãe biológica. (se é que podemos chamar aquilo que eles tem de mãe...) 

"Como o nosso amor pode ser considerado tão horrível, quando não estamos fazendo mal a ninguém?" - pag 131

Até ler este livro eu nunca tinha parado pra pensar mais profundamente sobre esse assunto. Sabe... se eu sou contra esse tipo de relacionamento. Depois dessa leitura, que me abriu os olhos de forma surpreendente, eu tomei um posicionamento. Por isso, eu acho que todos deveriam ler essa história e depois pesquisar mais sobre o assunto. 

Nesse momento, deve ter gente falando: "Mas Natália! Isso é nojento! E os filhos? Eles podem nascer com um problema genético!"
Sim. É verdade. Eles podem. 
Mas se você parar pra pensar bem, antigamente, existiam várias tribos africanas e algumas famílias nobres da sociedade medieval que incentivavam o relacionamento consanguíneo a fim de manter a "pureza" das gerações seguintes. Então, existem milhares de pessoas no mundo que tem um parente que foi gerado dessa forma há décadas atrás. E essa pessoa pode estar caminhando por esse mundo sem nem saber disso, mas de certa forma, ela também é fruto de um incesto. 
Já pararam pra pensar nisso? Vocês conhecem a sua árvore genealógica toda? 

E quanto a questão das doenças genéticas que podem advir desse relacionamento... bem...
Eu vou contar uma coisa para vocês. Eu tenho uma doença genética que caso eu venha a engravidar, meu filho teria mais de 50% de chance de nascer com a minha doença ou coisa pior, como lúpus (que mata!) e vitiligo. 
Mesmo eu falando isso abertamente para todos que me perguntam por quê eu ainda não penso em ter filhos, eu nunca recebi um incentivo a me manter estéril. NUNCA! 
Pelo contrário! Todos me dizem que eu deveria ter filhos, pois eles PODEM vir com a minha doença. Que existe uma chance de eles não terem absolutamente nada. E mesmo que eles tenham a doença, eu não iria abandona-los por causa disso. 

Agora vamos trazer esse pensamento para a realidade de Maya e Lochan. Caso um casal de irmãos viesse a ter um filho, será que essa criança realmente teria muito mais chances de ter uma doença genética do que no meu caso? E convenhamos... as pessoas sabem dessa possibilidade, então, acho pouco provável, que assim como eu, eles fariam uma coisa dessas sem ponderar muitoooooo. 

O que eu percebi, através da leitura desse livro, é que é muito injusto você condenar esse tipo de amor só por convenções que a sociedade adotou há anos atrás. Por que se a questão fosse realmente uma questão médica, eu e outras pessoas que sofrem do mesmo problema (como quem tem Síndrome de Down por exemplo) deveríamos ser impedidos de ter filhos também. Tô falando alguma besteira? 

Nesse momento vem outro argumento comum: "Mas você teria coragem de dar uns pegas no seu irmão?!" 
Não. Meu relacionamento com meu irmão é uma coisa tipo mãe e filho, sem contar que são muitos anos de diferença. Mas esse não era o caso de Maya e Lochan. E aliás, eu conheço pelo menos um meia dúzia de pessoas que já pegaram as primas. Mas eu nunca vi nenhum deles serem punidos por causa disso. Pelo contrário, normalmente são o centro das atenções nas rodinhas de conversa levando tapinhas nas costas pela conquista...
Então... prima pode? Mas prima também não é considerado um relacionamento consanguíneo? 

Se os dois envolvidos declaram ser consensual e que eles sejam maiores de idade, vocês acham que a sociedade deveria se meter no relacionamento deles? 

Coisas que eram tabu ontem, hoje já são aceitas pela sociedade. Está aí o casamento homossexual pra provar isso. Na Grécia antiga, o relacionamento homossexual era aceito sem problemas, sendo considerado errado ou estranho apenas com o surgimento do cristianismo. Então quem garante que o incesto não esta passando pela mesma sequência de acontecimentos? 
Percebem como esse livro faz você pensar muito a fundo na questão do que é tabu? O que é preconceito? Por que temos esses sentimentos em relação a essas coisas? De onde surgiu os conceitos que nós temos sobre esses assuntos? 


Além de nos fazer pensar, ele nos emociona. Muitoooo! 
Eu tenho ódio de autores que se propõem a debater um tema delicado e que quando vão chegando no final do livro, não conseguem achar um desfecho e optam pelo caminho mais fácil. Eu gosto de ser surpreendida! Chocada! 
E isso aconteceu neste livro. 

Apesar de pressentir como seria o final, eu não podia imaginar que a autora iria escolher aquela justificativa para impor o final que eu já imaginava. Ela não optou pelo mais fácil. Ela optou por reafirmar o lado dela do assunto de forma categórica e trágica, mas fica bem claro o lado da disputa que ela escolheu. E quando um autor tem a coragem de dar a cara a tapa... eu só posso aplaudir. 

Quando terminei esse livro eu fiquei tão envolvida com os sentimentos intensos de Lochan e Maya que eu não conseguia parar de chorar. Eu ia dormir e na cama lembrava de algo do livro e desandava a chorar. 
Por isso, não terminem esse livro em locais públicos para não pagarem mico. É sério.

Se você tiver a oportunidade de ler este livro, por favor.... por favor... por favor... Leia! 
Vá de coração aberto e sem preconceitos que você não irá se arrepender.


Editora: Valentina
ISBN-10: 8565859363
Ano: 2014
Páginas: 304

21 comentários:

  1. Nati, eu preciso confessar que já ouvi falar muito sobre esse livro, sabia sobre o que se tratava, mas nunca fiquei com vontade de ler uma resenha mais aprofundada ou de tentar ler. No entanto, agora que li a sua, eu percebi que eu preciso dessa história. É totalmente diferente de tudo o que costumo ler, mas é bom sair da zona de conforto. Percebi o quanto o livro te emocionou e quero trazer esses sentimentos para mim também.
    Bjos!

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  2. Esse é um dos melhores livros que já li na vida também. O tema dele é bem diferente, nunca tinha pegado nada do tipo que me mexesse tanto comigo. Já tinha visto o tema lá na saga de A guerra dos tronos. Mas lá não foi tão bem explorado como aqui. Nesse livro o que achei interessante foi ter essa visão de como cada um se vê, de como a família deles era e como isso tornou possível um ver o outro da forma que viam. Os dois tiveram que desempenhar papeis de responsáveis desde muito cedo e só contanto um com o outro. E você percebe essa proximidade dos dois, percebe a luta interna deles para não ceder a um sentimento que no fim das contas sempre esteve ali e achei tudo tão bem feito, tão difícil de ver como algo errado...
    É errado? É, talvez, não, sim...quem sabe? Se a gente para e pensa mesmo em como as coisas eram lá pela antiguidade, disso de reis e nobres que se casavam entre a família para manter o sangue puro e coisas assim... Porque pensar como algo totalmente errado? Quando li esse livro confesso que só queria que esses dois pudessem viver a vida deles em paz e que fossem felizes, eu não tenho nada a ver com isso e amor é amor e ahhh meu coração! Fiquei frenética desse jeito. Sofri demais, confesso. A história mexe com a gente e mesmo sendo um tema tabu, mesmo podendo desagradar muita gente acho que é uma dessas leituras que valem a pena ler não importa a ideia que você tenha sobre o assunto. Só leia.
    Se tem um livro "polêmico" que recomendo é esse. Porque ê história...

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  3. Nossa! Esse livro deve ser muito bom!
    Suas palavras me fizeram refletir. Eu comecei a ler a resenha e quando eu vi incesto já falei: nossa, que nojo! Mas você começou a falar coisas que me fizeram pensar: se podemos namorar primos, pq não irmãos? Já que antigamente, como você falou, existia muito isso!
    Eu realmente não sabia que esse livro falava sobre esse tema que é tabu hoje em dia! Fiquei realmente muito interessada em lelo!

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  4. Quero ler esse livro, assisti um filme parecido, quer dizer abordava o mesmo tema. Mexe muito com a gente uma leitura assim, já tinha parado para pensar que há muito tempo isso deve ter acontecido, também já vi relacionamentos com primos. Adoro quando o autor surpreende o leitor. A historia deve ser muito comovente e envolvente. E acho que se a pessoa tem uma doença que pode passar para o filho ela tem o direito de não querê-los, eu tendo e sabendo de uma doença não iria querer ter. Tenho o traço de uma doença genética e só fiquei sabendo quando tive o segundo filho, ainda bem que meu marido não tinha se não eu teria cinquenta por cento de chance de ter um filho com a doença e cinquenta com o traço.

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  5. Eu fiquei completamente apaixonada por essa história e por seus personagens, e ao chegar ao final da leitura me senti incrivelmente satisfeita e ao mesmo tempo devastada com o desfecho que a autora deu para a história. Suzuma soube conduzir de maneira maestral um assunto tão polêmico e tão controverso como o abuso, a história nos faz a todo momento questionar os valores da nossa sociedade e também o porque desse amor ser tão errado, comparado a outros.
    Beijos!

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  6. Oi, Natalia!
    Confesso que eu nunca tive interesse em ler Proibido, não por preconceito - eu sabia que o amor de Lochan e Maya era proibido mas como não li o livro eu não sabia o porque, e sinceramente eu não tenho nenhuma opinião formada sobre esse assunto, assim como você antes de ler esse livro nunca parei para pensar mais profundamente... - e sim porque prefiro livros com enredos mais simples, sem drama, sabe? Por isso eu dificilmente leria Proibido, não faz meu estilo de leitura...

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  7. Um assunto bastante delicado e sensível mesmo! Esse tipo de relacionamento gera muitas especulações. Mas quem somos nós para julgar né? Amor é amor.
    Estou bem curiosa para ler esse livro, parece ser uma leitura bastante envolvente.
    Sua resenha me fez conhecer o tema mais profundamente e fiquei bem interessada para conhecer o desfecho dessa história.
    Espero ler em breve. Acho essa capa demais de linda <3
    Beijos,
    Caroline Garcia

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  8. Oi Natalia, eu ainda não li esse livro mas sei do seu conteúdo e já peguei alguns spoilers (eu gosto rsr) e ainda não tive coragem de me animar pra ler. É um tema forte, que não chamaria de nojento mas também não aceitaria. Contudo dá pra perceber na sua resenha que há toda uma história por trás do relacionamento que cresce entre os irmãos e que os levaram a isso e lendo o livro pode ser que minha mente se abra pro assunto e o veja de forma diferente. ;)

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  9. Natalia, quando li esse livro,em momento algum pude condenar o Lochan e a Maya. Acho que todos que leram não conseguiram.
    Condenei sim a mãe,em primeiro lugar e o pai que nem olhou para trás quando foi embora.

    Os personagens fizeram o impossível para cuidar de seus irmãos. E conseguiram na medida do possível.
    E eles viviam como um casal. Acho que a confusão de sentimentos ocorreu aí.
    E eu que não sou de me emocionar fácil ,me VI chorando no final.

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  10. Oi Naty.
    Meu Deus você descreveu meus sentimentos em poucos parágrafos, confesso que estou aos prantos agora, esse livro me fez refletir muito também onde a sociedade pode impor que um tipo de relacionamento desse não é válido e assim como você fui surpreendida com o final, a autora absolutamente partiu meu coração, fiquei um caco por quase um mês depois de ter lido, mas absorver tudo o de aprendizagem e lições que podia, assim como aprende a não julgar o fato sem conhecer a real história por trás de tudo isso.
    Bjs.

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  11. Nat!
    Tenho a maior vontade de ler, porque acredito que é um dos livros mais controversos que já vi no mundo literário.
    E não é um tema comum e recorrente, acho mesmo que o intuito da autora foi justamente nos fazer pensar sobre o assunto.
    Como não li, não posso opinar ainda, já que por enquanto, ainda estou presa aos conceitos sociais impostos pela sociedade sobre o incesto, quem sabe depois da leitura, mude minha opinião (ou não!).
    Bom final de semana!
    “Preferi sempre a loucura das paixões à sabedoria da indiferença.” (Anatole France)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

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  12. Oi Nati...
    Já ouvi excelentes comentários sobre esse livro e já li boas resenhas sobre ele... Mas nenhuma como a sua... Você conseguiu transmitir um pouco do que sentiu através desse post e me deixou bastante curiosa para ler o livro... Um tema que realmente é um grande tabu para a sociedade... Conheço pessoas que são primos legítimos, são casados, tiveram filhos e nem por isso são criticados pela sociedade (e conheço mais de um caso, hein...). Vale a pena parar para refletir mesmo sobre esse assunto... E fiquei curiosa para saber como o livro termina... Preciso ler em breve...
    Beijinhos...

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  13. Oi, Nat!!
    Adorei a sua resenha, e ainda não tinha lido nenhuma resenha mais completa do que a sua. Já li esse livro no final do ano passado, e sinceramente torci muito pelos os ficarem juntos, pois minha opinião e muito parecida com a sua. Esses dois Lochan e Maya não foram criados como irmãos e sim mais para serem pais dos irmãos mais novos, e essa suposta "mãe" não ligava se os filhos estavam bem ou se precisavam de algo!! Então ao meu ver esses dois tinha tantas responsabilidades e cuidavam dos irmãos como um casal não como irmão e irmã.
    Bjoss

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  14. Amei os pontos que você abordou!
    As pessoas falam de filhos como se ser pai/mãe fosse tudo na vida. (pra mim é, mas enfim...)
    "não pode casal homossexual porque não reproduz"
    "não pode irmão com irmã porque pode ter doença"
    ATA
    Então relacionamentos não consanguíneos não geram doenças? Interessante... já ouviram falar em MUTAÇÕES AO ACASO? Acho que não.
    Mas enfim, acredito que eu tenha lido esse livro num momento errado porque não consegui gostar taaaanto assim dele. Quase me ameaçaram por dizer isso rs mas a verdade é essa. É um livro que nos faz refletir e emociona em muitos momentos, mas ou eu li no momento errado ou a narrativa da autora não faz meu tipo, mesmo. Pretendo reler um dia para tirar essa "dúvida".
    Ah, e definitivamente aquela mulher não pode ser chamada de mãe!

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  15. Oi Nat,
    Certamente esse é um assunto delicado, o qual provavelmente não discutimos, acho bacana a ideia da autora, porque os irmão se apoiam um no outro já que esse ser os abandonou assim que nasceram, vou tentar lê-lo e com a mente aberta.

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  16. Eu mooorro de vontade de ler esse livro desde o lançamento dele. Achei muito ousado a autora escrever um livro com esse assunto, mas um ousado bom! Não tenho como opinar então não sei se eu sou a favor ou contra, nunca vi uma situação dessas perto de mim também, mas eu quero ler esse livro e então poder "escolher um lado".
    beijos

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  17. Olá!!
    O livro já está na minha listinha de desejados, ainda não consegui uma oportunidade de conhecer enredo que parece bom e a escrita da autora...Sempre leio resenhas da obra, e pelo que parece, é uma excelente leitura, espero conseguir ler em breve.
    Bjs!

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  18. Oi!
    Tomo mundo que lê esse livro sempre fala muito bem sobre essa historia, só vi até hoje comentários positivos sobre ela, o que me deixou muito curiosa para conhecer a escrita da autora, ainda mais ela escrevendo sobre um tema que não é muito abordado e que gera tanta polemica, mas que ela consegue aborda de um jeito que todos acabamos entendendo e lendo com a mente aberta, também parece ser um livro com uma grande carga emocional e ele está na minha lista de leitura !!

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  19. oie!
    eu ainda não li esse livro, mas estou lendo muitos elogios em relação a eles
    a questão da doenças genéticas e dos conceitos da sociedade vem de uma época que perceberam que casamentos consecutivos dentro da familia isso acontecia - não sabiam explicar o porquê e por isso proibiam.
    enfim, eu acho que é como você disse existe a questão maior é de como eles se veem.
    li uma história de um que adotava uma criança e a medida que ela ia crescendo ele ia se apaixonando e tb tinha esse conflito do tipo, mas ela é minha filha!

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  20. Eu tenho esse livro em casa e não o li ainda por dar prioridade para outros, mas sabe muitas vezes eu não li por pensar como eu ia me sentir depois de ler esse livro e do tipo de coisa que isso pode causar no meu pensamento, na verdade meu medo série como lidar com o conceito que eu fui ensinada desde de criança e o que vai ser apresentado no livro, até porque hoje em dia as coisas acontecem mas não quer dizer que são aceitas, vamos ao caso do casamento gay que ocorre mas ainda não é bem aceito por algumas pessoas. Eu vou dar sim uma chance a esse livro e obrigada pelo testo profundo.

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  21. Oi.
    Sempre tive vontade de ler esse livro, pois um tema como esse, no mínimo causa curiosidade pela leitura. Sei que é uma leitura intensa e cheia de emoções.
    Não quero opinar, pois como falei, ainda não tive o prazer de ler.
    Gostei muito da resenha, parabéns por sua sinceridade.
    Beijos.

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