A Cidade do Sol

03 junho 2019


Existem histórias que fazem a nossa mente viajar, sem sair do lugar; Existem histórias que nos ajudam a solucionar nossos problemas; Existem histórias que nos prendem de tal maneira, que não conseguimos parar; E existem histórias que são como um tapa na cara e um choque de realidade. 
A cidade do sol é assim... e você vai entender porquê. 

O choque de realidade: 
A maioria das histórias dos livros que a maioria  das pessoas lêem, se passa na Europa; nos EUA; em um lugar fictício; ou quem sabe em uma cidade do Brasil; certo? 
Quantas histórias vocês conhecem que tem como pano de fundo o Afeganistão? Se você já leu alguma, por favor, coloque o nome do livro nos comentários e vamos ver quantos livros conseguiremos contabilizar...
Esse livro retrata todo o drama e os horrores de uma guerra, explorando o sentimento humano e as relações que são destruídas, e apesar de sabermos que a trama é ficcional, também sabemos que o que é relatado nessas páginas é a mais pura verdade. E isso, choca. Quando você lê, percebe como existem pessoas tendo suas vidas destruídas neste mundo; como existem pessoas sofrendo diariamente. 

O tapa na cara: 
Existe um ditado popular que diz que quando uma pessoa sofre, ela esta "comendo o pão que o diabo amassou". Outro ditado, diz que "não importa o seu problema; tem sempre alguém do seu lado com um problema maior que o seu". 
Pois bem... esses dois ditados se aplicam a esta história. 
Apesar das protagonistas sofrerem (elas sofrem muitoooo), elas ainda conseguem deixar uma linda lição de vida, e conseguem ver beleza, alegria, no meio do ódio. A história delas, nos mostra como os nossos problemas são pequenos...
Quando eu terminei este livro, estava com um nó na garganta e com os olhos embaçados pelas lágrimas que teimavam em tentar cair. 

O livro é divido em quatro partes. Na primeira, temos a história de Mariam, uma filha ilegítima que foi dada ao casamento com um homem muito mais velho do que ela. Um homem repugnante, violento e extremamente tradicionalista em relação as leis islâmicas, logo, ele a manda usar burga (burca), cobrindo todo o corpo, e tem Mariam como uma propriedade. 
Na segunda parte, temos a história de Laila, uma menina doce, apaixonada por um amigo de infância que vê sua vida ser destruída pela guerra, e acaba tendo seu destino cruzado com Mariam e, infelizmente, com o marido dela. 
A terceira e quarta partes é a interação das histórias das duas, mas não pense que você pode pular as duas primeiras e ler a partir daqui. Elas não são introduções das personagens, são parte da história mesmo. Acontece que as duas personagens tem idades diferentes, logo, na primeira parte a Laila ainda não nasceu. Na segunda, Mariam conhece Laila pequena. Na terceira, ela já esta maior e tem a história entrelaçada a de Mariam de vez. Entenderam?  
Não vou enganar vocês: a história é triste. Mas vale cada página. 

COMPRE O LIVRO 

Editora: Globo Livros
ISBN: 978-8525060303
Ano: 2017
Páginas: 384 

5 comentários:

  1. Oiii ❤ Tô com o coração partido só de ler a resenha! Não consigo nem imaginar o quão terrível é para mulheres viverem em um país que as tratam dessa forma, onde elas são tratadas como aquisições, e não como mulheres. Fico indignada que mesmo no século XXI esse tipo de coisa ainda aconteça.
    Achei legal que o livro se passa no Afeganistão, nunca li um livro que se passasse lá. Deve ser um livro bem difícil de se ler, toda aquela destruição causada pela guerra, inocentes morrendo e a história das duas mulheres da trama...
    Estou ansiosa pra ler esse livro. Creio que ele mostra muito mais do que o que sabemos sobre o Afeganistão e quais são as dificuldades que muitas das pessoas que vivem lá enfrentam.
    Adoro livros que tragam temáticas sociais, é importante que esse tipo de tema seja trabalhado. Com certeza vou adicionar esse livro agora mesmo na minha lista de leituras pra ler o quanto antes ❤

    ResponderExcluir
  2. Olá! Gosto de livros nos fazem ter um choque de realidade, acho esse tipo de livro super importante, pois nos faz refletir sobre o mundo em que vivemos e ver o mesmo por um ângulo diferente.
    A história das personagens parece ser bem triste mesmo, é triste ver que muitas pessoas partilham da realidade de Mariam e Laila, em que as pessoas se vêem cercadas por guerras e destruição, e por uma sociedade tradicional e patriarcal, em que infelizmente as mulheres são vistas e tratadas como meros objetos e propriedade dos maridos. Isso é tão triste e chocante.
    As vezes achamos que nossos problemas são maiores que os de todo mundo, mas esquecemos que eles são pequenos se comparados ao de muita gente que vive em uma realidade muito mais difícil que a nossa.
    Antes de ler essa resenha, eu nunca tinha visto ou lido um livro que se passasse no Afeganistão.
    Esse livro parece ser muito emocionante e marcante. Pretendo fazer a leitura dele o mais em breve possível.
    Muito obrigada pela indicação!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  3. Historias de guerra são sempre pesadas e tristes, muito sofrimento, mas também são reflexivas e se fosse com a gente. É muito triste e revoltante ver como as mulheres em alguns lugares são tratadas desse jeito como a Mariam. É impressionante com elas conseguem ver beleza em algo rodeadas de tanto sofrimento, são bem guerreiras. Fiquei intrigada em saber como a vida das duas protagonistas se interligam.

    ResponderExcluir
  4. Nossa, já fazem 10 anos que esse livro foi lançado? Eu, infelizmente, ainda não li e nem sei bem porque. Mas quero aproveitar essa edição comemorativa. Esses livros que nos fazem refletir sempre valem muito à pena. E eu nem sabia que a história girava em torno de duas mulheres. Deve ser bem triste e angustiante.
    Sobre os livros passados no Afeganistão, eu li O livreiro de CAbul e Eu Sou Malala. Também li Cinco Anos de Minha vida mas esse é passado no Paquistão. Realmente sempre são muito poucos os livros que lemos fora desse eixo que você mencionou.

    ResponderExcluir
  5. Olá! Sem dúvida há pouquíssimos livros que se passem nessas regiões, tão esquecidas por todos. E essa leitura trará um turbilhão de emoções, logo é bom eu já preparar minha caixinha de lenços. Eu curto bastante esse tipo de história que apesar de ser ficção, mostra muito do que acontece na vida real de milhares de mulheres (infelizmente), e que nos faz refletir um pouco mais sobre a vida.

    ResponderExcluir