Mama: um relato de maternidade homoafetiva

04 julho 2019


Existem milhares de livros de mães contando suas experiências em relação a maternidade, sejam elas boas, ruins ou com dicas para a mães de primeira viagem. Porém, este é o primeiro livro que eu tenha conhecimento que conta a história de não uma, mas DUAS mães na mesma gestação. 

Não, você não leu errado. 
Em "Mama: Relato de uma maternidade homoafetiva", a autora Marcela Toboni relata sua experiência sendo mãe de gêmeos com a companheira Melanie Graile. 

Melanie engravidou através de fertilização artificial, e Marcela decidiu que iria ajudar a amamentar as crianças quando estas nascessem. Para isso, quando Melanie estava com 5 meses de gravidez, Marcela começou a tomar anticoncepcionais ininterruptamente por dois meses. 
“Quando parei, foi como se meu corpo entendesse que eu tive um parto. Aí, tomei remédio que induz a produção de prolactina. E usava bomba de tirar leite todos os dias, 5 vezes ao dia, durante dois meses. Na primeira semana, não saía nada. Até duvidei que fosse dar certo. Depois de uma semana, saiu a primeira gota e começou a aumentar a produção. Quando as crianças nasceram, já tinha meio litro de leite congelado”, relata.

Segundo reportagem divulgada no site G1 de Minas Gerais, a decisão de Marcela de amamentar foi não só para estabelecer vínculo com as crianças, mas para que “a amamentação pudesse trazer uma maternidade equilibrada”, afirma a entrevistada.

Ainda segundo a reportagem, nos primeiros quarenta dias após o nascimento das crianças, cada mãe ficava com um bebê e cada uma delas acordava à noite para amamentar a criança que estava sob sua responsabilidade, sendo que ambas dividem a amamentação até hoje.

Confesso que quando vi a foto das duas amamentando os bebês e soube que se tratava de um casal homoafetivo, me causou estranheza pois eu desconhecia completamente o fato de que era possível induzir lactação em uma mulher que não estivesse grávida. Eu sabia que algumas mulheres tem dificuldade em produzir leite e por isso, existem algumas técnicas para estimular a produção. 
Mas induzir em alguém que não passou pelo processo de gravidez.... foi a primeira vez. 
Típico pensamento idiota de quem nunca nem pensou em ter filhos, logo, nunca nem procurou saber nada à respeito. #falhaminha
PS: Não reproduzirei a foto delas amamentando aqui, pois não tenho autorização do uso de imagem. Mas vocês podem conferir na matéria do G1. 

E pesquisando sobre o assunto, eu encontrei outro casal homoafetivo que fez a mesma coisa e que saiu matéria na revista Crescer em 2017! 
Ou seja: Informação é tudo minha gente! 

O que vocês acham disso tudo? Vocês sabiam que era possível amamentar uma criança sem engravidar? O que acharam deste livro? Deixem aí nos comentários.

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7 comentários:

  1. Olá! Já tinha ouvido falar sim sobre essa técnica, em algumas reportagens na televisão e acho super válida, afinal dessa forma, as duas mães poderão viver essa experiência tão singular, sem falar em dividir essa responsabilidade, que apesar de gratificante é também bem cansativa (#realidade). Acho até que alguns papais poderiam tentar adotar a técnica hein #sonho.

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  2. Natália, já li algo parecido com a história da Marcela... Mas acho que a avó da criança engravidou do neto por meio de fertilização artificial,"emprestando" o útero para gerar um bebê para a filha.
    E a filha por sua vez,fez um tratamento para poder amamentar o filho .
    Confuso,mas deu certo!

    Nossa, quanta evolução!

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  3. Nunca tinha pensado sobre o assunto, ou ouvido falar sobre, achei interessante que bom que deu certo, assim as duas como outras mulheres podem passar por essa experiência de amamentação. Imagino o quanto essas mulheres que passaram por isso devem ter ficado felizes. Sem falar o quanto é gratificante poder dividir com alguém essa tarefa digamos assim.

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  4. Primeira vez que ouvi falar sobre isso, mas considerando que sou leiga no assunto, não era de esperar muita coisa. Gostei do compartilhamento da maternidade, pois o objetivo das mães não era somente a criação do vínculo com as crianças, mas o equilíbrio da maternidade. Incrível, muito interessante e estou curiosa para ler está obra. Obrigada pelo compartilhamento!! Super Beijo

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  5. Também nãos sabia dessa possibilidade. A amamentação é muito importante, por isso acho válido para criar esse vínculo com ambas as mães. São assuntos novos e às vezes causa estranhamento, por isso o livro e as reportagens mostrando a experiência se tornam necessárias.

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  6. Achei muito interessante a ideia do livro, eu não sabia que era possível amamentar sem ter passado pelo processo de gestação. Fiquei muito curiosa para conhecer o relato das mães e saber mais a respeito.

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  7. Que história interessante e fofa!
    Quero demais lê-lo!
    Livros sobre maternidades são maravilhosos e sobre um casal homoafetivo deve ser bem emocionante então!
    bjs

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