Amante Liberto

19 agosto 2019

" Eu amo você. E vou continuar te amando, mesmo depois de você esquecer que eu existo."



E chegou o livro VISHOUS. O personagem que, para mim, foi o melhor construído até agora. Pois ele vem sendo trabalhado desde o primeiro livro e com participações significativas. Sempre!!!!

Então, venham para mais uma resenha!


Vishous, o misterioso. Este irmão cresceu em uma acampamento de guerreiros, vivenciando: dor, sofrimento e humilhação. E o pior, na maioria das vezes, pelo próprio pai - Bloodletter. O guerreiro mais livre, o carrega a carga de prevê o futuro ( ele sabe como cada um dos irmãos irá morrer ... tenso!), a dupla "YIN- YANG" do policial, o dominante (no BDSM), o que sempre trás os outros para a realidade, o bissexual (assumido) e o mais convicto dos guerreiros.

Sim, amores.
Este enredo é tão complexo, quanto o protagonista.

Aqui, a Ward não apresenta o desenvolvimento do guerreiro. Ela vai além e "abre as portas" de quem eram os seus pais. Para que entendamos a cabeça de V. e o motivo de sua missão.

"Você teria sido uma grande guerreira, sabia?" - - "Eu sou... a morte é minha inimiga."
Após, sua mãe se revelar a ele  - o que torna várias características dele, com mais sentido - e do mesmo, receber a sua missão e negociar como será realiza -lá. V. saí pelas ruas de Caldwell e é baleado.
E é entre a vida e a morte, que o nosso protagonista conhece Drª Jane Whitcomb.

Para falarmos a verdade, o livro inicia com a narrativa da médica,
quando era criança. Meu pai!
Meu coração já ficou apertado, desde as primeiras páginas.

Depois que salva a vida de V., Jane é sequestrada por ele e pelos guerreiros  - que invadiram o hospital para recuperá-lo. 

"Pare. Não se sinta segura com ele. A síndrome de Estocolmo não é sua amiga."

Falando um pouco, sobre a médica. Ela não é a donzela, presa em uma torre, aguardando ser salva ou encontrar o príncipe encantado. Pelo contrário, ela é tão racional que sabe  a importância de um relacionamento, mas sempre acaba "mergulhando" em sua vida. Sempre buscando meios, para ajudar o próximo. Muito determinada, nada indefesa e se posiciona como a cabeça de sua própria vida. Tanto que ao se perceber, afeiçoada ao Vishous, o seu receio é estar vivenciando a síndrome de Estocolmo. 

"O livre-arbítrio realmente era história para boi dormir."

A percepção que o casal combina é nítida. Ambos, são racionais e científicos. Sentimos a atração que um sente pelo outro. Porém, não é aquilo avassalador  - como nos livros anteriores - eles buscam se conhecer e vão entendendo o mundo e o destino um do outro.

V. têm uma missão, como falei a cima. E por conta disso, não quer ( e quer ao mesmo tempo) que Jane se vincule a ele. Pois não vê outra opção, a não ser esta, para salvar a sua raça. 

Já a médica, entende a situação, mas escolhe viver intensamente - com ele -  o tempo que puderem aproveitar.

Não são momentos "nossa, quanto amor". Toda narrativa é tensa - muitas vezes, angustiante - com momentos de picos de desespero. Porque, nenhum dos dois sabem o que é amor. Não tiveram isso, em sua formação  - na interação dos pais com eles - e nem viram amor nenhum entre o pai e a mãe.

Já deu para visualizar, como ambos são psicologicamente, né?!?!
Tiro o chapéu, em como Ward apresentou e amadureceu, 
estes dois personagens fortes, impactantes e com um passado
 com feridas abertas. Sem romantizar, mesmo com momentos "crazy's".

"Estar arruinado é um pouco como estar apaixonado: nas duas situações, você fica desprovido de qualquer recurso, deixado despido, em sua essência."
Enquanto, vamos descobrindo sobre V. e Jane, também estamos acompanhando os núcleos. Como:
  • A percepção de família entre os membros da irmandade e suas shellans, é um ponto super positivo;
  • Em como ficou a relação do B. com o V., mesmo após a Marissa ser a esposa do policial. Esse elo é sensacional;
  • Visualizamos mais a amizade de Blay, Qhuinn e John. ( Super ansiosa pelas narrativas desses três);
  • A participação da Virgem Escriba, sempre nos leva a loucura. Que personagem!
  • Aqui, o leitor compreende mais, como existe um ser a cima dos irmãos: Virgem Escriba e Ômega;
  • O significado das tatuagens do V., são de apertar o coração;
  • Jane, salvando a vida de Phury. E como este está indo cada vez mais, para o abismo.
"No fim, a tragédia não descriminava. Todos estavam sujeitos aos mesmos caprichos do destino."
Já li e escutei, vários comentários depreciativos - deste volume. Mas como sou o do "CONTRA", é o melhor livro da série ( junto com Amante Desperto). Pessoal, enfatizo que precisamos visualizar o livro como ele é, estória de fantasia relativa a vampiros. Então, a leitura é como a escritora constrói e encaixa a sua criatividade, no mundo que ela criou.

Neste livro, temos um final impactante e ao mesmo tempo surpreendente. E que reforça, mais uma vez, o quanto a maldição do Vishous, se torna o seu maior DOM. E que nem sempre, não entender algo de nascença é ruim. Muitas vezes, nós que não nos aperfeiçoamos em desenvolver  a competência que nos foi designada.

Adorei este livro - de início ao fim - coerente e quase não teve a presença da Sociedade Redutora (hauhauhauhahauahuah). Ou se teve, a estória estava tão amarrada e interessante, que eu nem percebi. ;)

Agora, vem Phury ( irmão gêmeo de Zsadist). O próximo volume é a sua narrativa.

Até a próxima!!!
Escritora: J. R. WARD
Editora: Universo dos Livros
Série: Irmandade da Adaga Negra
Livro: 05
Páginas:525
Título Original: Lover Unbound
Ano de Lançamento no Brasil: 2011
Resumão da série:

A saga nos remete a uma guerra, que ocorre no mundo ( No estilo: "Constantine").
Todavia, essa batalha é entre os seres místicos.
  • De um lado, a Irmandade da Adaga Negra com a mãe "Virgem Escriba"( formada pelos vampiros, que possuem estrutura de guerreiro - no início somente com os genitores escolhidos.);
  • Do outro lado, Os Redutores com o pai "Ômega" ( Seres que, anteriormente, eram humanos com má caráter. E, agora, lutam para exterminar os vampiros).
Não seria como DEUS E O DIABO, pois existe um Deus a cima dessas entidades. Afinal, a Virgem Escriba e o Ômega são irmãos.

Cada volume, tem como foco um vampiro que é envolvido com a Irmandade. Com cenas de lutas, amizade, lealdade e "calientes"( digna de uma estória de vampiros).

A Ordem da série( Não coloquei os pares, para o spoiler não ser demais Rsrsrs):

  • Livro 01 - Amante Sombrio (Wrath);
  • Livro 02 - Amante Eterno (Rhage);
  • Livro 03 - Amante DespertoZsadist);
  • Livro 04 - Amante Revelado (Butch);
  • Livro 05 - Amante Liberto (Vishous);
  • Livro 06 - Amante Consagrado (Phury);
  • Livro 07 - Amante Vingado (Rehvenge);
  • Livro 08 - Amante Meu (John Matthew);
  • Livro 09 - Amante Libertada (Payne);
  • Livro 10 - Amante Renascido (Tohrment);
  • Livro 11 - Amante Finalmente (Quinn);
  • Livro 12 - O Rei (Sobre Wrath);
  • Livro 13 - Os Sombras (Trez);
  • Livro 14 - A Besta (Sobre Rhage);
  • Livro 15 - A Escolha (Xcor);
  • Livro 16 - A Ladra (Assail);
  • Livro 17 - Prisioneiro da Noite (Duran).
Obs.: Depois do 12º livro, estarei incluindo a ordem do Spin Off da Saga  - " Legado da Irmandade da Adaga Negra".

Sobre o J. R. Ward

A escritora "Jessica Rowley Pell Bird Blakemore", norte americana, nasceu em , começou a escrever ainda criança , com narrativas curtas. Porém, antes de iniciar a faculdade, escreveu o seu primeiro romance. 

Depois de algum tempo, conquistou duas formações:
  • História e História da Arte - com foco no período Medieval, em Smith College;
  • E em Direito, no Albany Law School.
Todavia, a carreira de escritora, se desenvolveu após o incentivo de seu marido "John Neville Blakemore III". E em 2002, consegue sua primeira publicação com o livro "Leaping Hearts".

Jéssica escreve com dois pseudônimos:
  • Como "Jessica Bird " - Romances Contemporâneos;
  • Como "JR Ward" - Romance Paranormal.
Em 2007 o "The Romance Writers of America" concedeu-lhe o "Prêmio Rita - de Melhor Romance Contemporâneo", pelo romance "From the First" e em 2008 "Prêmio RITA - de Melhor Romance Paranormal" para Amante Revelado. Ela, também, foi a número 2 na lista de best-sellers do New York Times de 2014.

Ficou curioso? Abaixo, está o link para adquirir o exemplar.

COMPRE O LIVRO 

8 comentários:

  1. Que legal poder acompanhar a história de todos esses personagens através das suas resenhas.
    Como eu já havia dito,li somente o primeiro livro da série. Talvez até eu ainda leia todos os outros... Não sei!
    Tenho dado prioridade a livros únicos. Não consigo ler mais como lia antes ... Problemas! :(

    Bem,mas por enquanto vou curtindo e acompanhando aqui,as suas leituras.

    ResponderExcluir
  2. Maratona de Irmandade da Adaga Negra. Estou amando cada uma das apresentações dos livros dessa série. Estou mesmo certa de que preciso ler essa série, mesmo sendo tão grande. Aliás, até essa Sociedade Redutora está me deixando curiosa só de ver como você a detesta. kkkk

    ResponderExcluir
  3. Olá! Vishous é um dos personagens de IAN que mais quero conhecer, sempre vejo falar da boa construção do personagem e do quanto ele é complexo. E de fato, o enredo do livro parece tão complexo quanto ele.
    Já gostei da Jane, adoro personagens determinadas, que gostam de ajudar os outros e que fogem do padrão de "mocinha indefesa". Ward parece ter criado uma personagem incrível!
    Ambos parecem ter tido um passado difícil e por isso não sabem o que é amar, que eles possam encontrar o amor juntos!
    Obrigada pela indicação! Beijos! ♡

    ResponderExcluir
  4. Esse livro é tenso mesmo, Vishous é uma figura, gosto dele e da amizade que tem com o policial, os dois são bem divertidos juntos, é uma história triste também que mexe com as emoções do leitor, tantas coisas acontecem nesse volume, que deixa a gente numa expectativa e angustia. Adorei a Jane uma personagem e tanto, com muita garra e humanidade.

    ResponderExcluir
  5. Oiii ❤ Nossa, a resenha já começou com tudo com esse trecho romântico!
    Triste que Vishous sofreu tanto, ainda mais por culpa do próprio pai. Deve ser difícil saber como as pessoas que ama vão morrer, deve ser um dom prever o futuro, mas uma maldição também.
    Bom saber que Jane não é uma mocinha que precisa ser salva, que é forte e sabe cuidar de si mesma.
    Parte meu coração saber que ambos não tiveram amor familiar enquanto cresciam, então vai ser legal ver o amor surgindo entre eles.
    Estou curiosa para conhecer a história de Vishous e Jane.
    Beijos ❤

    ResponderExcluir
  6. Olá! Estou louca para começar esse livro, tanto que já deu uma bisbilhotada pelas páginas, porque sou dessas!!! Vishous, por enquanto, é o meu queridinho, porque sou um pouco indecisa (risos). Vai ser bem interessante poder enfim entender por tudo o que ele passou, acho que a Jane vem completar nosso protagonista que merece muito ser feliz, ai ai já estou suspirando só com a resenha.

    ResponderExcluir
  7. É legal como cada um dos livros traz elementos que vão intensificando a trama. Os personagens que vão despontando nos deixam curiosos por um foco maior em suas estórias nos próximos livros. Legal você ter curtido a leitura, mesmo que outras pessoas não tenham gostado tanto desse volume. Por isso é bom ler pra tirar as próprias conclusões.

    ResponderExcluir
  8. Pelo que pude perceber as mulheres da série são bem fortes e com qualidades únicas. Fiquei na vontade de descobrir mais V e Jane. Achei interessante a autora mostrar mais dos pais de V, sei que as vezes é necessário isso principalmente para entender melhor o personagem. De certo não da pra não ficar um pouco confuso com a quantidade de informações já que não estou lendo a série ainda.

    ResponderExcluir