Perdão Mortal - A história de Ismae

13 setembro 2019



"Não é do santo que desconfio, demoiselle, só dos humanos que interpretam Seus desejos."



Já que hoje é sexta feira 13, vamos de um livro que me surpreendeu.

Então, venham comigo!

SINOPSE:

Por que ser uma ovelha, quando você pode ser o lobo? Ismae Rienne, dezessete anos, escapa da brutalidade de um casamento arranjado no santuário do convento de São Mortain, onde as irmãs ainda servem deuses antigos. Lá ela aprende que o deus da Morte abençoou-a com perigosos dons e um violento destino. Se ela optar por ficar no convento, será treinada como uma assassina e servirá a Morte. Para reclamar sua nova vida, deve destruir a vida de outros. A mais importante atribuição de Ismae leva-a direto para o tribunal superior da Bretanha—onde se encontra terrivelmente sob preparada não só para os jogos mortais de intriga e traição, mas pelas impossíveis escolhas que deve fazer. Como entregar a vingança da Morte em cima de um alvo que, contra sua vontade, roubou seu coração?


"(...) Se decidir ficar, você será treinada nas artes do Deus da Morte. Vai aprender mais maneiras de matar um homem do que imaginou ser possível. Vamos treiná-la a ser furtiva, astuta e desenvolver todo tipo de habilidade que assegure que nenhum homem jamais volte a ser uma ameaça para você."
Nossa protagonista é a Ismae. Uma mulher que chega ao convento, depois de crescer sabendo que foi amaldiçoada. De ter passado por momentos de maus tratos pelo pai e pelo "prometido". E com um "salto no tempo" se torna confiante (como a própria filha que és, do Deus da Morte), sem ser esnobe, e com uma habilidade em assassinar excepcional. Contudo, mesmo com este taleto (adquirido após anos de treinamento) era tímida, quando o assunto era a sedução.

Em um momento, onde uma pessoa da "alta nobreza" está em perigo, Ismae é encaminhada em companhia do Nobre,"ogro"/ complexo / divertido, Gavriel Duval. Para descobrir quem é o traidor do trono.
"Era imune a venenos e sabia uma dezenas de modos de me livrar de um estrangulamento ou do fio de um garrote. Mas simpatia? Não sabia como me defender contra isso. "
Mas como jogar ao lado de um homem,
 sendo ela -  a muito tempo -
 deixou de acreditar em todos?

Nossa mocinha é encantadoramente corajosa.

Sabem aquela frase do Rei leão? "Eu rio na cara do perigo". Ela daria gargalhada.

Não teme o que está por vim e morreria - dignamente - para honrar o nome de Mortain. Todavia, possui uma desconfiança em qualquer um do sexo masculino.

No entanto, em tempos difíceis alianças são travadas. E se passando por amante de Duval, após um assassinato, nossa protagonista passa um tempo no palácio. E descobre que o perigo é maior do que o imaginado e ultrapassando a teia política. 

Neste tempo, onde todos são suspeitos, inclusive o homem que vem despertando sua atenção, Ismae se depara com desafios e conflitos que a levam a questionar todo o sistema - não só o da coroa, mas até a profundidade da discordância que ocorreu no Mosteiro - a elevando a uma transcendência nunca imaginada por ela.
"(...)Vejo que eu estava errada sobre sua devoção a seus deveres e obrigações."
– A abadessa olhou para mim como se eu fosse algum tipo de verme, e tive de me esforçar para me aferrar à minha força recém-descoberta. – "A senhora não me entendeu bem. Estou dedicada a servir a Mortain. É sobre o convento que tenho dúvidas."
O que falar?!?!? Este livro é surpreendentemente ótimo.

Por que me surpreendeu? Não vou contar o fato de serem freiras assassinas e os treinamentos que são realizados ( Porque a Robin podia ter incluído mais sobre isto).

Pois a a escritora superou tudo que eu imaginei e foi além. Sinceramente, não houve decepção.

Não conhecia a escritora. Porém, gostei da sinopse. E quando percebi, finalizei o livro em um dia.

Eu segurei o ar, em várias parte, considerei a intensidade primordial (para que alcancemos a essência da estória) e torci muito por Ismae e suas amigas do convento de São Mortain.

A escrita foi o diferencial para esta narrativa ser ótima. O leitor, percebe o quanto a descrição é palpável. Além do cenário histórico maravilhoso. Robin, trabalhar temas como a política da época, de um modo simples e com naturalidade. Desenvolvendo a harmonia no desenrolar da trama. Impossível não querer saber o final logo. 

Por tudo isso, indico a todos, que curtem enredos medievais, com carga histórica, ação, fantasia e "muitas doses" de curiosidade.

Até a próxima leitura!!!
Editora: Plataforma 21
Páginas: 404
Escritora: Robin LaFevers
Série: O Clã das Freiras Assassinas
Livro: 01
Sobre a Série:

É uma trilogia, onde cada livro é narrado por uma pessoa diferente. Logo, teremos três visões diferentes em relação a uma mesma zona temporal. Todavia, não são os mesmos fatos. Cada uma, está vivendo situações diferentes  e em lugares diferentes.

Como em um jogo de xadrez, contendo várias movimentações de função política e/ou religiosa.

Sobre a Escritora:

"Robin LaFevers foi criada ao redor de uma farta biblioteca de contos de fada,mitologia e poesia do século XIX. Não é surpresa que ela tenha se tornado uma romântica irremediável.

Frequentou uma escola católica por três anos, que a alimentou com uma profunda fascinação por rituais sagrados e o conceito de divino.

Mora no sul da Califórnia com o seu amor, ao sopé das montanhas."

3 comentários:

  1. Freiras assassinas hmmm.. interessante. Ismae mal te conheço e já te gosto, personagens corajosas me conquistam muito fácil. Aliás quem não possui desconfiança em machos rsrs. Quero muito ler e ja vou até adicionar a lista.

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  2. Eu gosto muito desses livros com enredos medievais e cheios de ação, ainda mais uma freira sendo treinada para ser assassina. Putz!
    Também gostei de saber que a autora desenvolveu bem o lado histórico para criar uma harmonia dentro do enredo.
    Fiquei super curiosa para ler esse livro, aliás, a série toda.

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  3. Lays!
    Tão bom quando um livro nos surpreende para melhor e ainda é uma série, porque podemos acompanhar ainda mais uma boa escrita e enredo.
    Adorei saber que nossa protagonista é destemida e não se amedronta com nada.
    Fiquei bem interessada.
    cheirinhos
    Rudy

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