Insensível

05 abril 2019



"Aprendi que um lar não é formado por quatro paredes, um lar é formado por batimentos cardíacos, por risadas, por discussões. Um lar é formado por pessoas (...)" 


Andy Collins, consegue desenvolver afeto, utilizando a união das letras. Ela me fez apreciar a leitura Dark, como Hunter e Cage, como os romances mais "safadinhos". Pois ela constrói um enredo fascinante, com enigmas estruturados. O que mais me cativa, são personagens que mostram sua luz e sua treva. Sem esteriótipos de perfeição.

Com isto, venha para a resenha da estória do Micah! 

Classificação:+18

"Costumava haver uma torre cinzenta solitária no mar / Você se tornou a luz no meu lado sombrio / O amor permaneceu, uma droga que é a pedra e não a pílula / Mas você sabia que quando neva /  Meus olhos tornam-se enormes / E a luz com que você brilha pode ser vista?" - Kiss from a Rose - Seal
Neste volume, conheceremos a estória do Micah Donovan. O guitarrista, não tão insensível como ostenta por aí. Dono do apelido, mais do que justo, de Playboy.

Quem leu o primeiro livro, percebe o quanto ele é leal e capaz de qualquer coisa, por aqueles que ama. 

Após a recuperação de Gael, o vocalista, a banda retorna a se apresentar nos palcos. E, entre uma turnê e outra Micah não comparece a inauguração do bar " The Rock" de sua "amiga", a intensa, Callie Prescot. Com sua ausência, ela resolve seguir em frente e deixa-lo para trás. Porém, como seguir  se toda vez que sua filha Blue abre os olhos, o tom do azul é igual ao do pai?!?!?!
" (...) porque também sabia que ele era o tipo de homem que seria capaz de fazer uma mulher se apaixonar na mesma velocidade em que esmagaria seu coração (...)"
Nossos protagonistas se conheceram , na segunda passagem do Micah, no Centro de Reabilitação em Dependência Química. E, desde então, estabelecem um relacionamento " Válvula de escape" com encontros esporádicos. Ambos conhecem o pior e o melhor um do outro. 

Mas os encontros se tornam mais frequentes quando o Playboy reencontra seu primeiro amor, Hanna Daves. Ele confessa a Cal sobre este amor e diz que precisa esquecer, pois ela está com o seu "irmão" Gael. E, neste cenário, ela descobre a sua gravidez. Neste momento, ela se percebe apaixonada pelo Mimadinho, só que por causa das turnês ele some, por um período de mais de 08 meses. O que ela não sabia, que no tempo em que ele esteve longe, seus pensamentos eram nela. 
" Admiração escondida atrás de desejo."
Ao retornar, Micah se percebe com ciúmes e enlouquecido por Callie. Esta, por sua vez, quer estabelecer uma distância dele. Mas quando Blue se encontra entra a vida e a morte, ela - não só joga a verdade na cara dele como - precisa de sua ajuda. 

A partir daí muitas realidades, confusões e valores familiares deturbados se tornam uma "bola de neve". E o nosso casal precisa lidar com perdão, confiança e decidirem o que vale a pena.

Até que ponto, você acredita que uma pessoa pode mudar? Confiança é como cristal? Fechar os olhos para o que a sua família prega? Como lidaria, ao perceber o amor genuíno de seu família de alma e não na família de sangue?
" Que país é esse onde o preconceito está guardado em cada peito? Que país é esse onde as pessoas não podem ser iguais, devido a suas classes sociais?" Bob Marley
Como falei na resenha do primeiro volume, abra mão de qualquer conceito pré formado em sua mente. E se permita, conhecer a estória desta banda. O crescimento que os personagens possuem é incrível. No Insano, nos deparamos com um Gael impulsivo. Já neste, o vocalista divide o páreo de o paizão com o Braden. Mostra o lado mãezona que a Hanna constrói, por cada um deles. E, um lado mais frágil e inseguro de Mag. O leitor percebe o quanto cada integrante se refugia no outro. Como, cada um, abraça a causa do outro "irmão". 

Entendemos o quanto a ausência do " não", na hora certa, pode prejudicar a formação de valores de uma pessoa. E que " tampar o sol com a peneira" não resolve, só agrava o problema. 

Mesmo sendo uma narrativa fictícia, o foco está na construção de valores. O que realmente importa na vida. E, como o amor pode- sim- salvar a alma de alguém.

Mais uma vez, a escritora brincou com o meu coração. E, PAI DO CÉU - JESUS AMADO, que final foi este?!?!?

Andy Collins, você tem todo o meu respeito. Este livro, foi na medida certa. 

O próximo volume será sobre, os meus personagens preferidos, Braden e Josh.

Até a próxima leitura!

Sobre a série: Mais do que uma banda de amigos, eles são pessoas que escolheram estarem juntas. Uma família de coração. Quatro adolescentes, no final do colegial, montam uma banda, na garagem de um deles. O que começou com adolescentes cheios de sonhos, hoje homens cheios de cicatrizes. Prosseguem - mesmo após anos - com muito sucesso. Acumulando duas turnês mundiais.
E, esta série, conta as estórias dos integrantes Gael, Micah, Braden e Josh (respectivamente).Em sua realidade, nua e crua, sem "mimimi". Mostrando o que acontece atrás dos palcos. E, não só os sorrisos.

Série: The Originals #2
Editora: Editora Planeta Literário
ISBN:9788568292761
Ano:2017
Páginas: 208

18 comentários:

  1. Olá! Gente, assim não dá para resistir a leitura, o primeiro livro já me deixou aqui, doida para alterar minha lista de leitura, agora com esse está cada vez mais difícil resistir (risos). Micah é aquele típico personagem que a gente chega até a odiar e depois morre de amores (bipolaridade de leitor). E só de mencionar bebê na história, a vontade e ler aumentou ainda mais.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Elizete, eu sou apaixonada pela a Blue, a filha do Micah. Ela rouba a cena, toda vez que aparece. Até no outro livro é assim.
      Neste livro, você já percebe que a escritora começou a modificar a escrita.E a estória fica mais densa.

      Excluir
  2. Achei interessante a autora não criar um enredo com personagens perfeitinhos, que muitas vezes se tornam chatos e monótonos. Eu acredito que as pessoas possam sim mudar, e parece que a autora criou uma trama que percorre esse caminho. A forma como os protagonistas se conhecem já é bastante interessante.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Evandro é isso que gosta na Andy. Todos os personagens possuem os dois lados da moeda. E todos começaram a se desenvolver, desde o primeiro livro. Porque o amadurecimento foi paralelo. O perdão é um tema muito forte e bem trabalhado.
      Mas é aquilo... para lê-los, precisa se libertar dos preconceitos.

      Excluir
  3. Olá Lays!
    A autora dá sequência à série mantendo a qualidade observada no volume anterior. Percebi, contudo, que os acontecimentos desta obra se inclinam para um lado mais dramático, porem com uma cerca sensibilidade em alguns pontos. Além disso, esses encontros e desencontros fazem com que a leitura assuma um ritmos frenético, sendo impossível parar de ler.
    Beijos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A qualidade do segundo é melhor. Para falar a verdade, o melhor livro da série é o terceiro. A escrita muda muito, se compararmos com os anteriores.

      Mas frenético é uma ótima palavra para definir a série. Gostei!

      Excluir
  4. Lays!
    É o tipo de série que gosto de acompanhar, porque gosto de grupos musicais e ainda com todos esses atributos que exaltou, nem dá para deixar de ler, né?
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir
  5. Deve ser uma historia gostosa de acompanhar, quando amigos se tornam uma família é tão gratificante, claro que devem ter seus problemas como todos tem, mas é bom saber como vão resolvê-los, ainda mais por se tratar de valores que são tão importantes na vida. Ainda não fiz nenhuma leitura com personagens de bandas, estou curiosa com esse.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Maria, foi a primeira série sobre o tema banda, que eu consegui ler completa. Ela estimula que o leitor queira saber como será o desenvolvimento dos meninos.

      Excluir
  6. Ai meu Deus, cadê meu comentário?? Eu juro que tinha feito :'( Bom vamos lá novamente.
    A cada novo elogio que tu faz dessa autora, mais eu me convenço que preciso conhecer logo essa escrita e já estou abrindo mão dos meus "conceitos pré formados". Além de conhecer cada um da banda de forma isolada e particular, o livro retrata dramas bem reais e a indecisão de qual lado seguir família de sangue ou família escolhida, deve pesar muito, deixando a historia mais densa. Ok que essa capa remete a livro hot e com esse corpicho como não, mas tua euforia em falar do desfecho mostra que não são só cenas quentes que alegram esse livro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fabiana, mesmo sendo um livro hot( e quando descreve a cena ... OMG!!!), há uma narrativa muito boa. Um história muito bem desenvolvida e que instiga o leitor a curiosidade de como será a nova adaptação da banda.
      A escritora soube dança em vários pontos, sem deixar a qualidade cair. Pelo contrário, Andy ousa muito bem e melhora a cada livro.

      Excluir
  7. Estou gostando dessa série que você está apresentando e da escrita da autora também. Ainda não li nada dela mas vejo que ela colocar personagens bem reais. Que dureza que esse personagem vai ter que enfrentar, hein!!
    Essa sua resenha me deu mais certeza de querer ler essa série.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nil, tenho que te alertar... Esta escritora gosta de testar o nosso coração. Ela não tem medo de lançar a "bomba" e depois desenvolver. E só depois, o leitor percebe que ela deu um "xeque mate".

      Excluir
  8. Como não se apaixonar por um personagem como esse? ;)
    Nós mulheres sabemos que um bad boy enlouquece os nossos pensamentos.
    E o melhor, é que como são personagens fictícios, sabemos que geralmente eles se transformam,e se tornam melhores ainda.
    E eu acho que essa é a história do Micah.
    Lendo a sua resenha, fiquei ansiosa por acompanhar essa série,e conhecer cada integrante da banda. :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vou te dizer, Janaina, que a série é apaixonante. Ela cativa o leitor. Pq os três livros juntos se completam. Além de se perceber a evolução, entendemos que a intensidade do livro é reflexo do protagonista que está em desenvolvimento. E isto foi fantástico.

      Excluir
  9. Oi, Lays!
    Sinceramente fiquei mais interessada em Insensível do que em Isano, eu não consigo resistir a histórias com bebês, ainda mais quando o protagonista masculino desconhece que tem um filho, e quando finalmente a verdade surgir?! Amoooo demais da conta! rsrs
    Ler suas resenhas sobre os livros da série The Originals está me dando mais ainda vontade de conhecer as histórias desses quatro amigos, ficarei aguardado sua resenha sobre o livro do Braden... Bjos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Any, te entendo. Da série o Insano foi o que eu menos gostei. A BLUE É FANTÁSTICA!!! Gente, a filha do Micah trouxe a ternura que a narrativa precisava.

      Excluir