Diário de Sobrevivência: Livros sobre Suicídio

04 setembro 2019


Já que nos proposmo a falar sobre algo que ninguém fala, vamos relacionar mais alguns corajosos que resolveram dar a cara a tapa e falar sobre suicídio em suas obras.

AS VIRGENS SUICÍDAS 



Ambientado nos anos 1970, o clássico instantâneo de Eugenides tem como tema principal a história de cinco irmãs adolescentes, que se matam em sequência e sem motivo plausível. A tragédia ocorre dentro de uma família que, apesar da revolução sexual da época, ainda vive sob rígidas restrições morais e religiosas. A trama é contada do ponto de vista dos garotos da vizinhança. Em 1999, a história foi adaptada para o cinema pela diretora e roteirista Sofia Coppola.









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VIVER É A MELHOR OPÇÃO


O jornalista André Trigueiro reúne nessa obra elementos de convicção baseados em estudos recentes da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde para afirmar a importância da prevenção do suicídio em todos os setores da sociedade. O suicídio tem provocado curiosidade e reflexão em função de casos recentes, como a morte do ator Robin Williams, as referências ao autoextermínio na cerimônia do Oscar 2015, a ação do copiloto do avião que caiu nos Alpes franceses. Isso sem falar nos casos de morte por overdoses e comuns referências sobre a falta de sentido para a vida. O livro traz como foco a prevenção do suicídio através da informação e enfoca o valor da vida, trazendo também os fundamentos do espiritismo sobre o que é o viver e a realidade da vida após a morte. Por decisão do autor, 100% dos direitos autorais foram cedidos para o Centro de Valorização da Vida (CVV).

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OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WHETHER


O tão famoso livro que deu origem a toda a treta envolvendo o conceito de falar ou não falar sobre suícidio: O efeito Whether. 
Eu, por experiência própria como podem ver ao longo desta série do sertembro amarelo, sei que não é um livro que fará com que você tenha ideias suicídas ou não. Elas já estão lá.... você irá executa-las lendo um livro sobre o assunto ou não. Mas, quem sou eu na fila do pão da Organização Mundial de Saúde pra opinar sobre alguma coisa, né? 



As histórias de amor devem muito a Johann Wolfgang Goethe e seu Os sofrimentos do jovem Werther, obra escrita em 1774 e que, desde então, tornou-se uma referência da literatura mundial. O livro é narrado numa estrutura epistolar: conhecemos as danações de Werther por meio de cartas que ele regularmente escreve ao amigo Wilhelm. Pelas mal traçadas de nosso missivista, descobrimos que a impossibilidade de consumar seu afeto pela moça é porque ela já tem o casamento prometido com outro homem, Albert. A convivência próxima entre o apaixonado e o casal não é capaz de reprimir os sentimentos do primeiro, ao contrário: parece até potencializá-lo. Ciente da impossibilidade de levar adiante o seu amor, Werther muda-se, então, de cidade, numa tentativa desesperada de esquecer Charlotte. Mas, incapaz disso, retorna em pouco tempo. A volta à convivência próxima com o casal acaba por comprometer ainda mais a "saúde emocional" do apaixonado, sobretudo porque o comportamento de Charlotte para com Werther é ambíguo, próprio das pessoas que se desconcertam com o sentimento alheio: Charlotte ama Werther e não o corresponde apenas por já ser compromissada com Albert? Ou ela lhe dá atenção apenas por se saber desejada? Muito se atribuiu ao desenlace trágico do livro as várias ondas de suicídio que se deram na Alemanha do fim do século XVIII.


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OS 13 POR QUÊS

Esse livro também criou muitas críticas e, ao mesmo tempo muitos elogios, por se propor a abordar a questão do suicídio e trazer isso para a Netflix. Eu, particularmente, faço parte do time que adorou a adaptção e acho que tem de haver mais adaptações como essa. #ficaadicanetflix

A maior parte das críticas foi voltada ao momento em que a personagem principal realmente comete o ato de se matar, sendo considerado "realista" demais. 
Acho tão bonitinho essas pessoas, críticas literárias e de cinema que adoram viver nos contos de fadas... vão ler Nelson Rodrigues para aprender "A vida como ela é" vão meu bem... 

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento


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E vocês? Acham que livros podem ser gatilhos e uma má influência para pessoas que estão com pensamentos suicídas? Ou acreditam que eles podem dialogar justamente com essa parcela da sociedade, que normalmente não fala nada para ninguém antes de realmente tentar cometer suicídio, e dessa forma ajudar a evitar mais casos? 
Deixe seus comentários. 

PS: Eu nunca liguei para o CVV, mas dizem que é o certo a se fazer. Eu fui direto para uma psiquiatra e psicóloga, após tentar me matar.
Mas se você precisa de ajuda, dá um oi pra eles (ou pra mim) 

8 comentários:

  1. Oiii ❤ Desses livros eu só ouvi falar de Os Treze Porquês, mas ainda não o li também. Achei legal também que pela primeira vez eu vi uma série abordando temas como o suicídio.
    Gostei dos temas que a obra Viver é a melhor opção trata para abordar o suicídio e o fato de o foco ser diretamente para prevenir o suicídio.
    Em geral, acho que não é um gatilho, mas acho que esse é um tema que tem que ser trabalhado com responsabilidade, não de qualquer forma.
    Beijos ❤

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  2. Nat!
    Acredito que quanto mais se fala ou se mostra que o problema está aí, embora muitos escondam, acho importante.
    Se será um gatilho ou não para os suicidas, é porque o desejo já existia no interior da pessoa. Já tem a 'mente' alterada.
    Não li nenhum dos livros, na verdade não é muito meu tipo de leitura, mas não descarto a ler um dia.
    cheirinhos
    Rudy

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  3. Pra mim ler um livro que fala sobre suicídio não seria um gatilho. Mas a gente nunca sabe o que pode passar pela cabeça de qualquer pessoa, seja ou não uma suicida.
    As Virgens Suicidas é um livro que eu quero muito ler. Os sofrimentos do jovem Werther só quero ler porque fiquei curiosa por ter sido culpado dos casos de suicídio de sua época. Os 13 Porquês eu tenho assistido a série, ainda agora saiu a terceira temporada.
    Me interesso muito pelo tema, mais para saber se posso ajudar de alguma maneira alguém que esteja passando por isso.

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  4. Não li nenhum desses livros, mas assisti Os treze Porquês. Já tinha visto As Virgens Suicidas e fiquei interessada em ler, é curiosa essas irmãs se suicidarem todas, não sabia do filme. Fiquei muito curiosa com o livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, não conhecia e nem sabia dessa onda de suicídios depois do livro. Eu acho que abordando o assunto, deve ajudar as pessoas que passam por isso e também quem esta em volta.

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  5. Olá! ♡ Desses livros, eu só conhecia As virgens suicidas e Os treze por quês.
    Ainda não assisti Os treze porquês, mas achei muito importante uma série abordar o suicídio.
    Não tenho como afirmar com propriedade se livros sobre suicídio podem servir de gatilhos e ser uma má influência para pessoas depressivas e com tendências suicidas, mas acredito que esse tipo de livro pode mostrar a essas pessoas que elas precisam de ajuda e que ainda existe esperança.

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  6. É importante trazer o assunto a tona nos livros, porque eles podem se comunicar bem com as pessoas. Entretanto, depende muito de pessoa para pessoa, a sensibilidade ao conteúdo, que as vezes se torna sim um gatilho. Só conheço Os Treze Porquês, que teve grande visibilidade porém ainda não li.

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  7. Olá! Acho que aqui acabamos esbarrando numa faca de dois gumes, ao mesmo tempo em que a leitura pode contribuir favoravelmente, existe também a possibilidade de acabar acionando alguns gatilhos e desencadear algumas ações negativas. Como dizem por aí cada caso é um caso. Eu não li nenhum desses livros, mas acredito que elas possam sim somar tanto para quem sofre com a doença ou para quem quer saber mais sobre como ajudar nessa situação.

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  8. De todos os livros citados, tenho apenas "Os 13 Porquês". Ainda não terminei de lê-lo,mas estou gostando do livro ,apesar de nos contar uma história tão triste!
    E sim! Acredito que livros e filmes com essa temática,servem como um gatilho para quem já tem pensamentos suicidas.
    Recentemente eu estava no YouTube e vi um título que dizia: Vale dos Suicidas.
    Fiquei curiosa e fui assistir.
    Mostrava vários jovens lindos e sorridentes,com uma música de louvor no fundo que se suicidaram.
    Achei que o vídeo estava romantizando esse ato .

    Bem, acredito que se deve falar do assunto, mas de forma que mostre a quem está passando por um problemão como esse, que há uma saída. Que há pessoas que os ama ,e que também sofrerão com a perda.
    Leio livros como Os 13 Porquês, triste!
    Mas sei que não serei influenciada.
    Mas jovens com algum tipo de transtorno serão!

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