O Reino das Mulheres: O Último Matriarcado

02 outubro 2019


Vive na China, mais precisamente na região do Lago Lugu, o povo Mosuo, o último matriarcado do planeta. Na sociedade matriarcal as mulheres estão no comando e o exercício indiscutível desse poder imprime aos costumes características particulares. Este é o resumo da realidade com a qual o autor Ricardo Coler teve a oportunidade de conviver e posteriormente registrar em seu livro “O Reino das Mulheres”.





Coler é Argentino e passou muitos dias vivendo entre o povo Mosuo, onde conheceu seus costumes, conversou com os moradores e registrou as diferenças culturais marcantes entre o sistema patriarcal e o matriarcal, assim como seus impactos na educação e na subsistência do grupo. O livro retrata em detalhes o que acontece com os papéis femininos e masculinos dentro de uma sociedade matriarcal. Também descreve a formação familiar, o trabalho, o amor, o comportamento sexual e a política.


Segundo relatos de Coler, a cultura matriarcal revela comportamentos e resultados culturais muito diferentes dos quais estamos acostumados. Uma característica impressionante é a falta de agressividade.
“Em uma sociedade liderada por mulheres não há brigas, nem dentro nem fora de casa. Outra característica forte é o trabalho social. As pessoas se ocupam de cuidar das pessoas”, reforça Coler.


Também chama a atenção o fato de que não há a necessidade de haver casamentos. “Quando as mulheres mandam, o casamento não existe”, destaca. “A família está formada pela matriarca, suas irmãs e irmãos, seus filhos e filhas e também pelos filhos das mulheres da família. Não há a figura paterna, nem a do marido. Todos os filhos homens, moram com as suas mães e são as mulheres que decidem se querem ou não passar a noite com alguém, e com quem”, descreveu Coler. Esta condição dá a mulher a responsabilidade sobre a condução do grupo e sobre a criação dos filhos, mas também lhe confere o lugar de liderança na família. “Quando se apaixonam, passam mais tempo juntos, mas não para constituir família ou para ter um projeto. Ficam juntos apenas porque se gostam e quando o amor acaba, a relação também acaba”, frisou Coler destacando a naturalidade com que estes laços são formados ou desfeitos.

São muito pequenos os resquícios de sociedades matriarcais que ainda perduram sobre a Terra. Além dos Mosuos, Coler cita algumas culturas que também preservaram traços matriarcais, mas que infelizmente estão praticamente extintos. São eles: os Nagovisis da ilha de Bouganville em frente a Papua Nova Guiné, ao norte da Austrália; os Minangkabau, que vivem no oeste de Sumatra, na Indonésia; e os Khasis, que habitam o nordeste da Índia, no estado de Meghalaya, um braço do país cercado por Paquistão, Butão e Birmânia. Os Mosuos são os mais numerosos e conseguiram manter os costumes, apesar do contato com outras culturas e com o turismo local.

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Texto: Assessoria de Imprensa - Portal Comunique-se

7 comentários:

  1. Nat!
    Confesso que não sabia que ainda existiam sociedades matriarcais e de certa forma, achei diferente e interessante a forma como elas se relacionam sem ter casamento, só por este fato já fiquei bem curiosa. Estamos tão acostumadas com o homem sendo o 'provedor' que ver uma sociedade diferente, chama muito a atenção.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Que interessante não sabia disso, desperta curiosidade em saber mais sobre essas sociedades, afinal é algo diferente do que estamos acostumados, pelo menos eu. Gostei da forma como as mulheres lidam com as situações, do casamento não precisam se casar e podem escolher com quem quer passar a noite. Muito bom essa parte de não ter brigas seria um sonho se fosse assim em qualquer lugar.

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  3. Muito interessante! Ainda existe uma sociedade matriarcal no mundo. Melhor ainda que um homem tenha ido lá e passado algum tempo vivendo nesse meio. Agora a gente pode ler e saber tudo o que ele aprendeu nessa sociedade. Eu fiquei bem interessada em ler e conhecer um pouco desse povo.

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  4. Que livro bastante interessante, certamente estará em minhas futuras leituras. Já tinha visto uma vez, no YouTube, em um vlog de viagem da Dani Noce sobre uma sociedade que vivia sob um modelo matriarcal (agora não recordo qual era o lugar). É realmente muito interessante conhecer culturas e sociedades diferentes da nossa, em especial uma comunidade matriarcal que é um modelo completamente diferente do país que conhecemos.

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  5. Olá!
    O fato de ainda existiram sociedades matriarcais era totalmente desconhecido por mim, o que torna essa obra uma grande fonte informativa. Podemos perceber que quando as mulheres tomam as rédeas da situação, atinge-se um equilíbrio em relação aos papéis que minimiza a ocorrência de conflitos, algo que contrasta muito com o modelo patriarcal vigente no mundo. E essa questão do casamento deve render bastante discussão entre os estudiosos, embora para a cultura dessas mulheres o ato não tenha o mesmo significado, prevalecendo a afeição sem simbolismos.
    Beijos.

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  6. Olá! ♡ Não sabia da existência dessa sociedade matriarcal, mas achei muito interessante e com certeza quero saber mais sobre o povo Mosuo e seus costumes. Sem dúvidas, é uma sociedade completamente diferente da nossa, achei fascinante que lá não tem agressividade e que lá as mulheres não precisam se casar.
    Com certeza vou procurar sobre esses povos que preservaram resquícios de sociedades matriarcais, quero muito saber mais sobre eles.
    Se tiver a oportunidade, com certeza vou querer conferir O Reino das Mulheres e ler os registros de Coler.
    Beijos! ♡

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  7. Olá! Estava vivendo na cultura matriarcal e nem sabia (risos), também sou dessas que acho completamente desnecessário essa necessidade de casamento #prontofalei, voltando a resenha é sempre muito interessante conhecer novas culturas e entender melhor toda essa diferença que está presente no nosso mundo.

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