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25 agosto 2020

Dica da Semana: Minhas Três Primaveras



A cada quatro minutos uma mulher é violentada no Brasil. Esse cruel mundo ganha as páginas do novo livro da jovem escritora Renata Christiny.

A obra Minhas Três Primaveras, publicada pela 3DEA Editora, faz um paradoxo com o nome da personagem principal, Luz, para mostrar que sua vida é uma profunda escuridão, em que a luminosidade mais próxima é a morte. Apesar de querer chegar no fim apenas com um golpe fatal, Luz passa por muito sofrimento até seus últimos instantes, assim como acontece com muitas mulheres brasileiras.

O livro tem na sua narrativa uma carga dramática de angústia e intensidade. Com cenas fortes e violentas, o leitor vai se confrontar com uma história real para retratar mulheres que são abusadas tanto fisicamente quanto psicologicamente.

“Conforme eu ia fazendo as vontades dele, ele ia permitindo que eu andasse pelo resto da casa. Se eu quis matá-lo algumas vezes!? Sim, esse pensamento ainda circundava em minha mente, mas tudo naquele apartamento me parecia tão inútil que eu sempre acabava desistindo antes mesmo de começar. Não foi uma única vez que eu me imaginei enfiando a mão de Enrico dentro do liquidificador para que ele parasse de me agredir. Mas a razão sempre me acometia durante esses pensamentos tão perversos e me dizia para não ser tão idiota.” (Minhas Três Primaveras, pág. 65).

A autora costura o texto de um modo em que o leitor já tem o final planejado na cabeça, mesmo assim, Renata consegue surpreender quem se debruça nos capítulos finais. São 398 páginas divididas em 43 capítulos de uma composição delicada para abordar um tema sempre difícil de lidar.

Apesar de pouco conhecida pelo grande público, a escritora é muito querida pelos leitores brasileiros principalmente na Amazon. Seu primeiro livro, um thriller psicológico chamado Não Conte a Ela, rendeu mais de 1 milhão de leituras na plataforma e foi publicado quando ela tinha apenas 15 anos.

SINOPSE: 


“Alguns sorrisos são muito mais do que simples curvas. Às vezes, eles também podem proferir grandes ameaças.” Meu nome é Luz, mas há um paradoxo em meu nome, se você observar mais de perto, verá que a minha vida é uma angustiante escuridão. As minhas escolhas não foram as mais sábias e os meus amores foram os mais errados. Eu sempre acreditei que a morte viria de uma única vez, paralisando o coração e impedindo a respiração. Pensei que a dor fosse súbita e implacável, mas isso é uma terrível mentira. A morte pode dar um golpe fatal ou pode corroer seu corpo e sua mente, te lançando no abismo da loucura antes mesmo que você possa dar seu último suspiro. Minha vida foi marcada por três primaveras e sei que antes de eu terminar de contar minha história, você já estará se questionando se ela é de fato real e irá querer saber como pude suportar tanta dor por todos esses anos, mas a verdade é que eu não suportei. Eu já estou morta, e foi em 1983 que eu comecei a morrer.


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Texto: Genielli Rodrigues (Assessoria de Imprensa) 

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