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21 abril 2020

Sepulcro


"Aïci lo tems s'es va res l'Eternitat."
Eu passei anos esperando o lançamento desse livro. Anoooooos 👀 

Adoro como a escritora consegue me envolver e o jeito em que ela trabalha as ideias do leitura, ao folhear as páginas. 

Kate é tão sensacional, que se baseou no baralho de Rider Waite, para criar (em sua mente fantástica) um estilo de baralho de tarô para este livro.( Mais sobre este assunto, na Nota da Autora, página 595.)

Venham comigo, para mais um enredo excêntrico, bem no estilo Kate Mosse de escrever!!!

"É que, na verdade, esta história não começa com a ausência de ossos numa sepultura parisiense, mas com um baralho: O Tarô Vernier."
SINOPSE:

Em 'Sepulcro', duas histórias paralelas estão separadas por mais de um século. Em outubro de 1891, a jovem Léonie Vernier e seu irmão Anatole saem apressadamente de Paris para o Domaine de la Cade, a imponente propriedade da família de sua mãe, próxima da cidadela medieval de Carcassonne.

O rapaz corre risco de morte e divide um segredo com sua tia Isolde, que mora no local. Logo, Léonie também terá seu segredo guardado sob a copa das árvores das florestas escuras da região, dentro da sinistra câmara mortuária que ali se esconde desde tempos imemoriais. E cuja chave é um baralho de tarô muito particular, de poder inimaginável. 

Mais de cem anos depois, em outubro de 2007, a bordo de um trem recém-saído de Paris, Meredith Martin tem muito sobre o que refletir. O que a leva ao Hotel Domaine de la Cade parece ser apenas a pesquisa de uma biografia do compositor Claude Debussy. 

Mas ela sabe que há mais - o desejo de descobrir as origens de sua família, que parecem remontar à misteriosa região. A velha partitura de piano amarelada e as fotos antigas que foram só o que sua mãe lhe deixou são a única chave de que dispõe. E as cartas, em que até então nunca acreditara.
"Sabia que sua conduta, nas próximas horas ou dias, determinaria o sucesso ou o fracasso [...]"
Lendo a sinopse, já percebemos que este livro não é continuação do Labirinto. 

Mas encontraremos algumas semelhanças que, ao meu vê, são os elos da trilogia. Como:


  • Duas mulheres ( uma no passado e uma no tempo "atual");
  • Somos transportados para o Sul da França, novamente, Carcassone;
  • Um ou dois personagens anteriores, são citados. Mas não darei enfase a isto. Caso contrário, haja resenha kkkkkk.

Então, vamos lá!

"No alto do desenho borrado, Meredith discerniu a muito custo um 11 em algarismos romanos. Na parte inferior , as palavras "La Justice". Olhou mais perto. Era verdade. A mulher era mesmo meio parecida com ela."
Em Sepulcro conheceremos um enredo de obsessão, tragédia, vingança e aquela dupla, que quando andam juntas só misericórdia, o amor e o ódio.

Aqui nos apresentam: Em Paris de 1891, a Léonie Vernie. Uma jovem de 17 anos, que inicia a trama no enterro da amada de seu irmão. já em Paris de 2007, acompanharemos a trajetória de Meredith Martin, de descobrir mais sobre o seu passado. E em sua jornada, como nada é por acaso, ela é atraída por um conjunto de cartas de baralho.

E agora a sorte é lançada. E passo a passo, a leva para Léonie.
"A ideia de que o futuro, de algum modo, já estivesse determinado, inteiramente escrito, parecia-lhe pura loucura."
Em uma narrativa onde injustiças passadas, condenaram pessoas inocentes. Uma descendente tem a chance de resolver e libertar o que está escondido.

É incrível como, mesmo irritando em algumas vezes ( contudo, têm coerência), a inocência de Léonie acabou desencadeando uma maldição e a curiosidade, junto com um sentido  - inexplicável e transcendental, levam Meredith aonde ela precisava estar.

Mesmo existindo uma maldade, em ambas as épocas, a vitalidade e a coragem delas são inspiradoras. Não é que não existisse medo. . .  Porém, havia ideologia e um senso de valor, correndo na veia delas.

E a cima de tudo, subsiste a lealdade e um amor ( tão forte que ultrapassa o tempo) de um casal, dispostos a suportarem qualquer como, por fidelidade um ao outro e ao que acreditavam.

Se me envolvi mais neste enredo, do que em Labirinto? Não faço a mínima ideia ... Eu não consigo me decidir. A cada dia, que paro para pensar, escolho um a cada momento. 

Todavia, tenho certeza que Kate Mosse não é para quem não aprecia uma escrita rica em contexto histórico, em exploração de ambiente e das construções de pensamento. Pois ela tem a capacidade de nos levar, por palavras, ao que o personagem está vivendo. Com suas sensações e seus sentidos. 

E, sinceramente, para esse contexto, não ficaria satisfeita com nada que fosse menos do que foi. 

Porque? Irei dar uma forte dica: o local e o tempo, são primordiais para entendermos as personalidades e as decisões que as protagonistas tomaram e compreendermos (sentindo na pele) o desfecho.

Novamente, estou aplaudindo ao fechar das cortinas.👏💙

Com o coração na mão, que chego ao fim da resenha. Afinal, estou louca pelo livro três. Já não aguento mais de ansiedade! Suma, nunca te pedi nada... Finaliza a trilogia, por favor!!!


E amores, até a próxima!!!💋😘

"As cartas podem mudar o seu destino."
Título:Sepulcro
Série: Trilogia Languedoc
Livro: 02
Escritora: Kate Mosse
Editora: Suma
Sobre a Trilogia Languedoc:  

A trilogia Languedoc, ao meu vê são três história distintas, mas que todas tratam de duas mulheres fortes e determinadas, em épocas diferentes.

A do presente é conduzida pela sua ancestral ( mesmo sem saber muito sobre reencarnação, compreendo que os enredos tratam desta conexão de alma) a finalizar uma missão, que não foi concluída no passado.
  • Livro 01 - Labirinto
  • Livro 02 - Sepulcro
  • Livro 03 - Cidadela ("Citadel", ainda não publicado no Brasil. Por favor, Suma, publique o último da trilogia, para acalmar esse desesperado coração😍) 

Sobre a escritora:

É autora de outros dois romances e de livros de não-ficção. Já foi apresentadora do programa Readers and Writers Roadshow, da BBC 4, e hoje é apresentadora convidada do programa Saturday Review, da Radio 4, também da BBC.

Cofundadora e diretora honorária do prêmio Orange de Literatura de Ficção, Kate é curadora de Artes e Negócios, de Artes e Crianças e do Conselho de Artes do Sudeste da Inglaterra, além de ser membro da Royal Society of Arts. Em 2000, ganhou o prêmio de Realização Feminina da Europa por sua contribuição às artes.

Em 2005, venceu o prêmio British Book Award de melhor leitura do ano por seu romance histórico Labirinto. Kate mora com a família em West Sussex e em Carcassonne.

Reações: 

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3 comentários:

  1. Lays!
    Uma boa escritora, principalmente de livros de fantasia, tem que, além de trazer personagens que conquistem o leitor e sejam críveis, tem de trazer uma ambientação onde possamos nos transportar para o momento do trecho descrito e aí, cada detalhe é importante.
    Fascinada com o livro.
    cheirinhos
    Rudy

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  2. Olá! A cada dia estou mais curiosa com a escrita da autora e me perguntado por que não li nada dela até agora! Pelo jeito essa é mais uma leitura que vai me fazer virar a noite (risos). Acho que vou começar o mais rápido possível para também entrar na campanha pelo terceiro.

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  3. A princípio a história me Parecia um pouco confusa mas como desandada resenha conseguir captar melhor melhor sobre o que ela se tratava. Tive que dar uma pequena pesquisada sobre esse tarot pois n endendi bem o conceito

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